3.10.12

Ele

Não deixava prolongar nenhum contato, degustando cada toque, cada parte do seu corpo para abandoná-lo em seguida, como se quisesse apenas inflamá-lo, esquivando-se da união final.
Um curto-circuito dilacerante, quente, trêmulo, esquivo, dos sentidos.
Tão agitado e incansável quanto o comportamento dele o dia todo; e agora, à noite, quando a luz da rua iluminava a nudez dos corpos e deixava os olhos dele na penumbra, ela era levada a uma expectativa de prazer quase insuportável.
 
  Ele transformara seu corpo num buquê de rosas de Sharon,
secretando pólen, prontas para o prazer.
Tão adiada, tão exasperada, a posse retribuiu a espera com um longo,
prolongado êxtase penetrando fundo.”

Um comentário:

• Eva Correia disse...

Eita... que eu nem queria sentir o que tô sentido uma hora dessa... rs
Eita... que eu gosto de ficar cheia de "boas intenções" pós leitura.
Eita.. que eu só quero me "achar" aqui, amiga.. que isso hein!

#colidir!
indico.

Beijos e Mimos Meus, rs