25.1.13

Nós...Nossos...

As minhas mãos procuravam paz na superfície certa das suas costas. 
Os nossos lábios sabiam como encontrar-se. 
As nossas bocas construíam formas: tantos detalhes: formas que ninguém em toda a história do mundo conseguiu imaginar, formas impossíveis de serem imaginadas por pessoas vivas com pensamentos comuns de pessoas, formas irrepetivelmente concretas. Os nossos lábios. As nossas línguas sentiam o sabor das nossas bocas: a saliva morna, o sangue morno. 
E os meus lábios alastravam. Os meus lábios estendiam-se na pele do seu rosto. Segurava-lhe a cabeça: os dedos entre os cabelos: e os meus lábios misturavam-se na pele do seu rosto.
 

2 comentários:

• Eva Correia disse...

.. Cada vez que venho aqui, sou surpreendida... E eu queria muito saber de onde vem esse dom de "me atrair" de me fazer levar todas as re-ações de cada palavra escolhida seja tua ou de qualquer outro alguém.

Beijos com carinhos Meus
E que a sexta seja sempre sexx² as nossas verdades expressas nunca negariam... ;)

Aproveite o final de semana Amiga!

Rosana disse...

Dá para imaginar a cena com essas suas palavras.
A impresão é de estar ao vivo e de pele com pele, cheiro cada vez mais forte. Isso é bom.