20.10.11


Abro as pernas e as palavras se contraem: tua língua se apropria do meu texto, tua fala sempre tão bem dita. 
Fecho os olhos: teu poema me penetra, nossas palavras gemem, a poesia grita.

Mas eu guardo em segredo minhas frases mais aflitas. (Pelo menos dessa vez não vou deixar que o meu medo te pareça abandono. Pelo menos dessa vez não vou supervalorizar nossa história que é apenas tão bonita.) Vou deixar que se enfie em mim com dedos, membro, língua e malícia.

E o teu corpo, meu tutor, se apropriar do meu sem dono, num abraço pélvico escorregadio, num enroscamento longo qual novelo de delícias.

Nem importa mais se a nossa música já não toca, que nos toque em silêncio essa carícia.

4 comentários:

Fogo disse...

hummm...

ღ Míìh..ღ disse...

Delicia..:))

O Ultimo Romantico disse...

Na abertura desse livro de sedução,sempre deixarei gravado,entre a mistura da saliva e o gosto exotico,todos os meus poemas.

ღ Míìh..ღ disse...

É exatamente isso q faz com que queremos sempre mais...Essa mistura deliciosa.