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26.9.13

Devoro-te

(...) Meu apetite devora tua boca subitamente. 
Seus olhos se fecham pra mergulhar em mim.

18.9.12

Ainda...

Ainda arfa o peito, a lembrança intensa da tua boca úmida em meu seio. Ainda pulsa quente, teu apetite penetrando a fome do meu ventre. Ainda o teu cheiro em meus cabelos, tua mordida em meu pescoço. Ainda o teu olhar no meu, nossa saudade escandalosa, a eternidade do beijo que vai durar pra sempre... agora. Ainda tua risada da minha gargalhada, a piada sem graça, este estado de graça, o bem-estar de estarmos juntos. E este enrosco espalhando digitais por todo o corpo. Ainda estas vontades sem freios porque são teus meus anseios. Ainda este sussurro gostoso, ao pé do ouvido, depois do gozo. 
 Ainda o mundo lá fora, o vento levando a cidade embora e o nosso passeio no espaço... sem tempo. Ainda é meu, seu, nosso este momento.
 

20.10.11


Abro as pernas e as palavras se contraem: tua língua se apropria do meu texto, tua fala sempre tão bem dita. 
Fecho os olhos: teu poema me penetra, nossas palavras gemem, a poesia grita.

Mas eu guardo em segredo minhas frases mais aflitas. (Pelo menos dessa vez não vou deixar que o meu medo te pareça abandono. Pelo menos dessa vez não vou supervalorizar nossa história que é apenas tão bonita.) Vou deixar que se enfie em mim com dedos, membro, língua e malícia.

E o teu corpo, meu tutor, se apropriar do meu sem dono, num abraço pélvico escorregadio, num enroscamento longo qual novelo de delícias.

Nem importa mais se a nossa música já não toca, que nos toque em silêncio essa carícia.

3.9.11

Provoca-me!!


Porque a voz dele me toca feito as mãos
e as mãos dele me envolvem feito fábulas.
e as duas, quando passeiam em mim
desabotoam minhas mais mal-comportadas 
palavras...